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Eu quero ir embora. Solta meu braço. Me deixa passar.
— Já deixei uma penca de amores passar. Não pretendo fazer o mesmo contigo.
— Eu não sou seu amor. Nem nunca vou ser. Larga meu braço.
— Há controvérsias, mas tudo bem. Pode ir. Vamos ver até onde você vai antes entrar nesse mesmo prédio, subir as escadas até o mesmo andar, bater na mesma porta.
— Não conte com isso. Não cultive grandes esperanças. Eu quero andar com os pés no chão. Numa areia que não me queime os pés. Cansei dessa vida movediça. Chega de romance de prosa e verso. Você é muito denso, muito profundo. Eu preciso de um homem de verdade.
— Tudo bem. Pronto, já te soltei, a porta está aberta. Vai. Pode ir. Anda. Vá atrás do seu homem de verdade. Amores de plástico te esperam. Sorte, garota.
Gabito Nunes.  (via versificar)

(Source: promessasvazias)

Mas você vai lembrar, quando deitar a cabeça no travesseiro e perceber que não me encontro mais sobre seus braços, sobre seu peito, ou até mesmo vestindo para dormir, você vai lembrar todos os dias quando acordar e não ouvir o som do chuveiro ligado, ou das tardes de domingo entediantes rindo de programas chatos que passava na tv, você vai lembrar daquele abraço que te confortava, daquele beijo que tinha sabor de quero mais e que você demorava pra me soltar, você vai se lembrar de tanta coisa, mas jamais vai esquecer do dia em que você me perdeu.
Joanna Zambiazzi. (via estremecida)
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